Emoções fortes, variedade, experimentação. Willy Pasini, psicanalista italiano, professor de psiquiatria na Universidade de Geneva, aponta, em pleno século XXI, para o nascimento de um outro tipo de casal, dito “sensorial”. Depois do casal institucional e do casal romântico, é agora a procura de sensações fortes que parece ligar as pessoas, com um claro investimento na sexualidade, na partilha de fantasias e desejos sexuais. Em alguns casos essa opção destrói o casal, noutros aumenta a sua cumplicidade. Willy Pasini partilha experiências, e deixa alguns conselhos.
O medo da rotina. A procura da transgressão.
Reputado psicanalista italiano avança com uma teoria para o que liga as pessoas no século XXI: a procura de emoções, do realizar de fantasias. Em que consiste esta alteração dos comportamentos amorosos? O que une hoje o casal? Como se mantém estável uma relação? Qual o papel de sentimentos como a ternura, o respeito mútuo, a confiança?
Partilhando casos concretos de casais que decidiram experimentar algumas transgressões sexuais como amor em grupo, troca de casais, homossexualidade, entre outras fantasias, o facto é que em alguns desses casais a relação se solidificou, ao passo que noutros destruiu a confiança e harmonia existentes. Se o casal dito institucional se baseava numa união de carácter económica e social, o casal romântico parecia ter conquistado o direito ao amar e aos sentimentos entre marido e mulher. Mas a sociedade não pára e os comportamentos alteram-se. Willy Pasini detecta hoje um outro tipo de desejo, de noção de liberdade, de procura de felicidade. O medo da rotina, do aborrecimento estariam, cada vez mais, a delinear um casal em busca de emoções fortes, disposto a transgredir algumas fronteiras. Quais as consequências desse novo tipo de casal?
Willy Pasini analisa e deixa importantes testemunhos sobre o emergente casal do século XXI.