Racional e Sonhador
Destinos de amor. Destinos de aventura. Escritor alemão combina a sua experiência na frente Russa nos anos 40 com um romantismo à prova de bala. Balas em quilate amoroso.
Começou por estudar medicina, formou-se em literatura e mais tarde em teatro. Um percurso entre as palavras e a imaginação que exercita desde os dez anos - idade com que escreve o seu primeiro romance.
Precoce a escrita, precoce o talento, colaborou em alguns jornais locais com apenas quinze anos, mas só quando voltou da frente de guerra se dedicou a tempo inteiro ao jornalismo. Na maturidade, depois da forte experiência da guerra, edita os primeiros romances obtendo o seu primeiro grande sucesso com «O Médico de Estalinegrado». Torna-se então um dos mais conhecidos e populares autores alemães do pós-guerra. Em 1999, ano da sua morte, edita «O Hipnotizador». Traduzido em 42 em línguas, com cerca de 100 milhões de cópias vendidas, e perto de duzentos romances editados, ultrapassa em muito a contabilidade dos números numa trepidante combinação de aventura e romance. «Escrever é a minha vida», afirma em entrevista ao Sonntagsblatt.com. E continua... «A pressão interior deve ser exteriorizada. Se uma caldeira não libertar a sua pressão, explode. Todas as pessoas sonham. Eu não. Porque já escrevi durante o dia aquilo com que poderia sonhar, regresso vazio da escrita.»
Entre o sonho e a escrita, opta pela sonho que reinventa em enredos pelos quatro cantos do mundo, entre conflitos, na frente de batalha, pelos meandros do crime ou no armadilhante silêncio da Guerra Fria. Ora, em terras quentes e húmidas («A Maldição das Pedras Verdes»), terras de magia e negros perfumes no Sudoeste Africano («O Perfume das Flores Mágicas»), ora na rota do gelo entre Moscovo e Vladivostoque («O Expresso Transiberiano»), Konsalik combina amor e coragem. No encalço de mistérios a resolver (e de amores a viver!), Konsalik impõe um igual compasso de aventura e risco entre a actualidade das disputas e o ferver das emoções. Os seus heróis amam, sofrem, falham e lutam num extremo de emoções que inventa pela escrita e que adia na vida.
«A vida escrita é um arredondamento da vida real. Se eu precisasse de ser tão excessivo na vida real como sou nos meus romances, de certeza que já não estaria vivo.»
Konsalik
Natural de Colónia, onde nasceu no ano de 1921, optou na escrita por palpitantes enredos de mistério e investigação em que o amor tem de acontecer. «Um homem sem paixão, sem amor, não é para mim um homem.», afirma. Uma frontalidade que aplica no desenho de personagens imprevisíveis, sonhadoras, corruptas, vis, vingativas, corajosas, ousadas, falíveis e amantes. «Noites de Amor na Taiga», «Uma Cruz na Sibéria», «Luar Sobre as Estepes», «O Homem que esqueceu o passado», «O Expresso Transiberiano», «O Lado Obscuro da Fama», «A Máfia de Sangue» e «Sob o Signo do Grande Urso» são apenas alguns dos seus títulos mais conhecidos, alguns deles adaptados ao cinema e à televisão. Trepidantes as aventuras, humanos os heróis, os seus livros resultam romanticamente atribulados, e inesperadamente actuais.