A última obra do historiador Pierra Vidal-Naquet. Especialista na Grécia antiga, Vidal-Naquet distinguiu-se pela forte intervenção política e busca da verdade histórica a que dedicou toda sua vida. A denúncia da violência, da tortura, da corrupção, da mentira foi um dos seus grandes lemas, o que o levou a envolver-se, não apenas em discussões de cariz académico, mas a imiscuir-se no presente e nos tempos em que vivemos. «A História é o meu Combate» é o seu último ensaio.
Pouco antes de ser enviado para um campo de concentração nazi o seu pai, membro da Resistência, fez Pierre ler e memorizar Chateaubriand: «Quando no silêncio da abjecção só se ouve o ranger das cadeias do escravo e a voz do delator, quando tudo treme perante o tirano e quando é tão perigoso incorrer no seu favor como merecer a sua desgraça, o historiador surge encarregue da vingança dos povos.» Será esta a frase que o acompanhará pela vida fora, e que fez de Pierre Vidal-Naquet um dos mais importantes pensadores do séc. XX.
«...envolveu-se pessoalmente na luta contra a razão de Estado e contra a tirania, intervindo nos grandes debates das últimas décadas.»
Le Fígaro
«Pierre Vidal-Naquet consagrou toda a sua vida a denunciar imposturas e mitificações que visassem de alguma forma encobrir ou deformar a verdade histórica.»
Liberation
«Na sua derradeira obra, Pierre Vidal-Naquet explica a sua concepção do papel do historiador e regressa aos temas principais da sua reflexão: a relação entre memória e história, entre fidelidade ao passado e exigência de verdade.»
The Guardian