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MªTeresa Aica de Figueiredo Bairos
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Vénus Negra
Autor:Barbara Chase-Riboud
Disponibilidade: Em Stock.
Preço Círculo: € 12,10
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  Dar voz à quem sempre se manteve em silêncio. Olhada como um monstro, como uma bizarria de feira, procura-se a mulher que foi tratada, em pleno século XIX, como um animal de circo. Levada para Londres por um inglês que a convence que ali se poderia tornar bailarina, Sarah é vendida, exibida, insultada e, depois da sua morte, dissecada como aberração científica. O tamanho das suas ancas e dos seus órgãos genitais faziam dela uma bela mulher no cabo da Boa Esperança. Mas na Europa ela será tratada como um ser medonho.   Barbara Chase-Ribou, poeta e artista norte-americana, conta o percurso de Sara Baartman, um dos símbolos do racismo e crueldade da nossa história mais recente.   Natural do cabo da Boa Esperança, na África do Sul, Sarah, guardadora de gado, é aliciada por um cirurgião inglês a viajar com ele para Londres. Em 1810 chega à capital europeia pensado que ali teria a fama e sucesso prometidas pelo marido. Eram contudo outros os seus planos. O volume das suas ancas e dos seus órgãos genitais, alargados por uma ritual da sua tribo, tornam-na um monstro aos olhos de um europeu. O marido não hesita em exibi-la, tal animal, sujeitando-a aos mais humilhantes comentários. Em 1814 vende-a a um circo francês e Sarah torna-se a Vénus negra (a Vénus Hotentote) que as pessoas pagam para observar quase nua, como se se tratasse de um animal. A própria comunidade científica analisa e invade o seu corpo movidos por uma cruel curiosidade.   Morrendo aos 27 anos de idade, o seu corpo logo é reclamado pelos cientistas, dissecado e exibido no Museu Francês. Só recentemente os seus restos mortais foram devolvidos à África do Sul para pudesse ser finalmente enterrada.   Partindo de uma importante investigação histórica sobre a vida desta mulher, e sobre o racismo, Barbara Chase-Riboud faz de certa forma justiça a Sarah Baartman. Levando a sua história aos domínios da ficção conta ao sofrimento, a sobrevivência, a desumanidade.