
A doce imperatriz das emoções...
Obstáculos, forças e fraquezas. A vida, o amor e a traição num circo de vaidades contaminado pela inesperada integridade de algumas personagens. Ao mesmo tempo que afina o desenlace em tons de rosa-feliz, Danielle Steel aguça espinhos. Aguça drama, tragédia e romance: tudo na exacta expectativa do último capítulo. E... num fôlego se chega ao último capítulo de cada um dos seus livros.
À vida tenta incutir normalidade. Aos livros aplica a paixão de amores turbulentos, de relações intempestivas e de desenlaces românticos e amorosos. Começa pelo difícil, pelo drama da separação, pela traição, pelo sofrimento para - uma vez delineado um percurso de obstáculos - poder resolver os conflitos num encontro com o amor e a compreensão. Um desenlace que balanceia entre lugares e situações reais e o secreto desejo de felicidade – desejo de cada um dos milhões de leitores que devoram os seus livros. Nem sempre concretizável o esperado happy-end na vida real, entre páginas, entre livros, tudo se resolve num encontro final com: o amor.
«Os romances de Danielle Steel narram as coisas da vida. Impossível de saltar uma página, em cada vírgula alguma coisa acontece. Suspense, angústia e lantejoulas alternam com o desespero e o conto de fadas.»
Marion Lévy, L’Événement du Jeudi
Natural de Nova Iorque onde nasceu no ano de 1949, Danielle Steel viveu grande parte da sua infância em França, voltando aos EUA para completar a sua formação em Estilismo de Moda. Aos 17 anos casou com um banqueiro franco-americano editando o seu primeiro romance em 1973, «Going Home». É, contudo, com o seu quarto romance, «The Promise» (1978) que obtém o indestronável estatuto de autora debestsellers tendo editado mas de 60 romances. Com cerca de 560 milhões de cópias vendidas, traduzida em mais de 47 países, em 28 línguas (comparada a este nível pela Unesco a Agatha Christie), chegou mesmo a entrar para o Guinness Book por ter permanecido 381 semanas consecutivas na lista de bestsellers do Times.
Confessando-se tímida e pacata na sua vida pessoal, surge contudo, inevitavelmente, associado ao mundo de emoções e reveses que conta nos seus livros. Casada pela quinta vez e mãe de nove filhos, viveu períodos de agitação sentimental que a imprensa cor-de-rosa gosta de apontar nas entrelinhas dos seus enredos. De facto, em 1989 edita um livro sobre o seu filho que, após o diagnóstico de uma doença mental, se suicida com apenas 19 anos. Em «O Meu Filho Nick» cruza, de facto, a sua vida e obra. Mas a autora faz questão de desmitificar os seus livros.
«Gosto de trabalhar horas seguidas, isso dá aos meus livros um certo ímpeto. Escrever dá-me a liberdade de que preciso. Mas sempre considerei a escrita como um trabalho. É preciso ser muito disciplinado senão o trabalho simplesmente não se faz. E tenho um tal prazer a escrever que isso me ajuda muito.»
Danielle Steel
Na sua extensa biografia consta ainda a publicação de alguns livros infantis, e pelo menos 21 dos seus romances foram adaptados à televisão. Siga-se contudo a cronologia de alguns dos seus títulos: «O Anel», «Palomino», «Transformações», «Álbum de Família», «Zoya», «Jóias», «Dádiva», «Asas», «Cinco Dias Em Paris», «Malícia», «O Rancho», «A Honra do Silêncio», «Um Longo Caminho para Casa», «Amargo e Doce Amor», «Forças Irresistíveis», «O Casamento, «A Avó Dan», «O Beijo», «Ecos do Passado», «Jogos de Sedução»...
Imiscuindo drama e felicidade, envolvimento e traição, parte quase sempre de personagens femininas entre a fragilidade emocional e a nobreza de sentimentos. Alternando rostos, cenários e ambientes, mantém um atento olhar sobre o que realmente liga as pessoas: a afectividade. Um aguçado esculpir de rosas em que, à aplicada descrição dos espinhos, junta um adocicado aroma a felicidade prometida. Um happy-end adiado até ao último capítulo a lançar um ligeiro travo a infelicidade. Travo anulado pelo súbito reencontro (repita-se) com: o amor.